quarta-feira, 1 de abril de 2009

Acantonamento à Serra da Estrela

No passado fim-de-semana (27 e 28 de Março) os Lobitos do 566 de Creixomil cumpriram a sua primeira caçada do ano numa visita emocionante a Serra da Estrela com varias paragens e aventuras pelo caminho.

A saída foi marcada para as 8.00h no nosso covil (Sede na Igreja S.Miguel em Creixomil), hora coincidente com a saída dos Pioneiros para um acampamento a Penha.

Ás 8.30h todos os aventureiros tinham chegado (Lobitos, Chefes e seus ajudantes), após uma pequena oração da manhã, dirigimo-nos as duas carrinhas (alugadas aos pais de um dos nossos Lobitos) para acomodar todo o material e fazer as ultimas despedidas dos pais.

Após sair do Covil dirigimo-nos a bomba de gasolina mais próxima para uns últimos pormenores importantes antes de uma longa viagem, confirmar a pressão exacta dos pneus e nível do óleo.

Primeira paragem deu-se por volta das 10.30 para uma pequena refeição e descanso dos fantásticos condutores.










Próxima paragem foi na Senhora da Lapa onde visitamos uma bela capela, fizemos um jogo sobre a historia deste local e almoçamos.

De volta a estrada fomos directos a Seia, onde fomos muito bem recebidos, tendo direito a uma voltinha de comboio com destino ao Museu do Pão, local de uma visita previamente reservada. Acompanhados por um guia do museu, os nossos Lobitos tiveram oportunidade de aprender como se fazia pão antigamente e como este é feito hoje em dia. Tiveram tempo ainda para fazer um apetitoso biscoito cada um, infelizmente apenas terá uso como lembrança.

No final desta fantástica visita subimos a Serra com a intenção de a atravessar para puder chegar ao local de repouso, Verbo Divino, Tortosendo, Covilhã.
Fomos muito bem recebidos e dada a hora tardia dirigimo-nos instantaneamente ao refeitório onde fomos surpreendidos por um belo banquete.

Depois de divisão pelos quartos (Suite Dupla) e de um belo banho, os cansados aventureiros caíram num repouso pesado e directo até à alvorada do dia 28.

Alvorada ás 7.30, hora que as meninas respeitaram, mas os rapazes não, o que não impediu que estes chegassem mais rapidamente ao refeitório com todo o processo matinal bem realizado (higiene pessoal, arrumo do quarto, preparar para a eucaristia e acomodar material nas carrinhas para um novo dia)

Após atraso das lobitas, tomamos o pequeno-almoço muito tarde o que nos custaria a eucaristia prevista para as 9.30h, só podendo comparecer na das 11.30h, atrasando todos os planos para o dia da neve.

No final da eucaristia foi-nos cedida a sede dos escuteiros locais para pudermos cozinhar abrigados do temporal.

A partida para a Serra que estava prevista para as 14.00h deu-se as 15.30h.

Quando chegamos ao topo da serra brincamos cerca de 1h na neve e preparamos o regresso a casa.

Hora de chegada ao covil: 21h






Rap - Renovação da Acção Pedagógica


O objectivo do rap no caso dos Lobitos é que cada um tem de se envolver activamente e de forma consciente no seu próprio desemvolvimento, tudo que se faz tem como base objectivos educativos, logo permite adquirir conhecimentos, competencias e atitudes.

O rap está dividido em 6grandes aréas(sendo cada personagem do "Livro da Selva" uma delas), dentro de cada aréa estão 3trilhos educativos que por sua vez contém um ou mais objectivos educativos.

A primeira área é o carácter(Balú), tem como trilhos autonomia, coerência e responsabilidade.

A segunda área é a afectiva (Racxa), tem como trilhos relacionamento e sensibilidade, equilibrio emocional e auto-estima.

Oração do Lobito


Divino Menino Jesus,
Nós Vos oferecemos inteiramente,
O nosso coração.
Enchei-o das Vossas virtudes,
E ensinai-nos a imitar-Vos.
Nós queremos seguir o Vosso exemplo,
Com toda a boa vontade,
Para assim, com a ajuda da Vossa Mãe,
Maria Santíssima,
Crescermos em graça e em idade.

Ámen.

Patrono dos Lobitos - S.Francisco de Assis

Em 1182, na cidade de Assis, em Itália, uma senhora chamada Pica deu à luz um rapaz e decidiu chamar-lhe João. O marido, quando voltou de uma viagem de negócios não gostou muito daquele nome e decidiu chamar-lhe Francisco como homenagem a França. Os pais de Francisco viviam muito bem, não eram nobres mas eram importantes comerciantes de tecidos. Assim, Francisco teve uma infância boa e muito alegre.

Quando era jovem era o Rei da Juventude, cantava e tocava em todas as festas da cidade e tinha muitos amigos. Era muito bom e quando alguém lhe pedia esmola ele não negava nunca ajuda, mas tinha o sonho de ser um grande Cavaleiro.

Quando Francisco tinha 20 anos, rebentou a guerra entre Assis e Perusa, uma outra cidade italiana, ele foi combater ao lado das tropas da sua cidade e foi feito preso, voltou a casa doente e nunca mais teve a mesma alegria.

Um dia, na estrada de Espoleto, ouviu uma voz misteriosa que lhe perguntou: “Francisco o que é melhor? Servir a Deus ou ao Criado?”Francisco respondeu: “Servir o Senhor!”E a voz tornou a perguntar:Então, porque serves o Criado?”Percebendou que era Deus quem lhe falava, ajoelhou-se e perguntou:“Senhor, que queres que eu faça?”Deus disse-lhe:“Volta a Assis, lá te direi o que quero de ti”Em Assis havia uma linda capela em ruínas, a Capela de S. Damião, Francisco ia lá muitas vezes rezar ao pé do cruxifixo e um dia Deus tornou a falar-lhe:“Vai Francisco e recontroi a minha Igreja que está em perigo de ruína.”Pensando que Deus queria que reconstruísse aquele templo, Francisco decidiu reconstruir a Capela de S. Damião.

Um dia passou por um homem doente, um leproso. A lepra era uma terrível doença sem cura e muito contagiosa, ninguém se aproximava dos leprosos. O leproso olhou para Francisco e pediu-lhe esmola, cheio de pena do homem, ele desceu do cavalo e abraçou-o e em vez de ter medo, sentiu uma enorme alegria no seu coração.

Um dia, na missa, ouviu as palavras do Evangelho, “Ide pelo mundo e anunciai o reino de Deus. Não leveis nada para o caminho, nem bolsa, nem cajado...” e julgou que eram para si.Quando voltou a casa, repartiu todos os tecidos da loja e dinheiro pelos pobres. O seu pai ficou muito zangado e disse-lhe que tinha que lhe devolver tudo. Francisco despiu a roupa que tinha e disse ao pai que a partir daquele momento não mais lhe chamaria pai. A partir dali seria somente filho do Pai que está no Céu, de Deus.

Ao verem Francisco nú, os servos do Bispo deram-lhe um manto para se cobrir.Durante muito tempo, andou por toda a Itália a espalhar a palavra de Deus e juntou muitos amigos que deixavam tudo o que tinham para seguirem com ele.

Francisco e os seus amigos viviam do que lhes davam e passavam a sua vida a falar sobre Deus e Jesus e a cantar cânticos de louvor, dormindo ao ar livre ou em cabanas. Francisco queria que ele e os seus companheiros fossem pobres e simples, que se parecessem com Jesus e passaram a chamar-se Frades Menores e saudavam-se com as palavras “Paz e Bem”. Quando já eram muitos, Francisco decidiu ir a Roma pedir autorização ao Papa para criar uma nova ordem, mas o Papa Inocêncio III julgou que a ordem tinha regras muito duras.

Nessa noite o Papa sonhou que a Basílica de S. Pedro estava a ruir e que era Francisco quem a sustentava aos ombros, de manhã mandou chamá-lo, ajoelhou-se aos pés dele e permitiu que se fizesse a nova ordem, a Ordem dos Frades Menores.

Numa noite de Natal, Francisco representou o Presépio na cidade de Greccio, enquanto cantavam apareceu um bebé na manjedoura e, a partir desse Natal, todos começaram a representar-se presépios em todo o mundo e em todas as casas.

Perto de Assis, em Gúbio, havia um lobo que atacava a população e quando Francisco chegou à cidade todos se queixaram do Lobo e disseram-lhe que o queriam matar. Francisco foi até à montanha e falou com o lobo e a partir desse dia a população dava de comer ao animal e o animal tornou-se meigo e carinhoso e nunca mais atacou ninguém.

Ao fim de alguns anos, Clara de Assis foi ter com Francisco e disse-lhe que se queria juntar a ele e à sua causa de adoração a Deus. Francisco cortou-lhe o cabelo e Clara tornou-se Mãe Espiritual de todas as jovens que quiseram juntar-se a eles nascendo, assim, a Ordem das Clarissas.

Francisco adorava todas as criaturas porque considerava todos de irmãos, para Francisco todos os animais eram filhos de Deus e, por isso, seus irmãos.

Um dia Francisco estava a rezar e apareceu-lhe um anjo envolvido numa luz muito intensa, depois de desaparecer Francisco reparou que tinha feridas nas mãos e nos pés, eram as Chagas de Cristo (as feridas de Jesus).

Aos 45 anos de idade, no dia 3 de Outubro de 1225, Francisco doente e quase cego pediu aos seus amigos para o deitarem sobre a terra nua e, ao som do cântico das criaturas, morreu e de todo o lado vieram pássaros e pousaram junto dele.

Simbologia dos Lobitos

O Grande Uivo é a saudação colectiva que os Lobitos fazem habitualmente aos seus Chefes ou a um visitante. Faz-se da seguinte forma: Por ordem de Aquelá, o Guia designado pelo Conselho de Guias, ou na falta deste, o Guia mais antigo (ou outro Guia) gritará com tom agudo e prolongado:

"A-La-iii..."

Ao ouvir este grito, todos os Lobitos, correndo e uivando "Hiauuu" formam o Círculo de Parada em torno de Aquelá, por Bandos, ficando cada Guia à direita do seu Bando e os Bandos à esquerda uns dos outros pela seguinte ordem: branco, cinzento, preto, castanho e ruivo.

Agora, todos os Lobitos se acocoram, para imitar assim a posição do Lobo sentado.
A face deve estar erguida para o Chefe, logo que tomam esta posição os Lobitos gritam:

"Aquelá! Serei melhor! melhor! melhor!"

Ao gritar "melhor" pela terceira vez, todos se levantam num movimento rápido e simultâneo, ficando bem direitos, com as mãos ao lado da cabeça, em saudação dupla, imitando as orelhas de um Lobo.
Então Aquelá interroga, dizendo a primeira palavra pausadamente e as sílabas seguintes rápida, mas destacadamente:

"Lobitos quereis cap, cap, cap, cap (cumprir a promessa)?"

Num grito prolongado, todos respondem:

"Sim... (baixam o braço esquerdo) cov, cov, cov, cov (da melhor vontade)"

Baixando progressivamente o braço direito, por cada "cov".
Com os dois braços em baixo, os Lobitos ficam em sentido, aguardando as ordens de Aquelá.

O Círculo de Conselho é formado pelos Lobitos, colocados na mesma disposição do Grande Uivo, e deve ter de cinco a sete passos de diâmetro, consoante o número de Lobitos. O local que Aquelá ocupa no centro do Círculo denomina-se Rocha do Conselho e é demarcado por um pequeno círculo de pedras ou de giz traçado no solo.

Os Lobitos formam o Círculo do Conselho para receber instruções ou ouvir histórias contadas por Aquelá.

O Guia de Bando designado orientará a formação do Círculo de Conselho, procedendo como nos pontos 1 e 2 do Grande Uivo.

À voz de "Lobitos! Formar Conselho", dada pelo Chefe de Alcateia, os Lobitos dão um a dois passos para o centro do Círculo.

O Círculo de Parada destina-se à execução do Grande Uivo, das Danças da Selva, de certos jogos e cerimónias. Forma-se como se descreve nos pontos 1 e 2 do Grande Uivo.

Na formação do Círculo de Parada os Lobitos podem dar as mãos uns aos outros e alargam-se para formarem um grande círculo.

Mistica dos Lobitos

A mística da I Secção inspira-se no espírito de São Francisco de Assis que, considerando-se simplesmente mais uma criatura entre as imensas criaturas de Deus, um irmão entre os irmãos, se tornou num dos poetas e cantores da Criação, o irmão simples, humilde, pacífico e afável do Universo; Sem qualquer prejuízo para o espírito Cristão e a mística de São Francisco de Assis, que o Chefe despertará e desenvolverá por todos os meios nos seus Lobitos, o espírito da Alcateia inspira-se, em grande parte, na vida da Selva e na história de Máugli, em «O Livro da Selva» de Rudyard Kippling. O Chefe deverá contar aos seus Lobitos a história de Máugli, relacionando os animais da Selva com as personagens da vida real. A história de Maúgli viver-se-à na Alcateia através de jogos, danças da Selva e representações.

Organização da 1ª Secção

-Os elementos são denomidados Lobitos;

-Os Lobitos estão divididos em Bandos de 5 a 7 elementos;

-Denomina-se Alcateia a Unidade formada pelos Bandos de Lobitos;

-Cada Alcateia tem de dois a cinco Bandos;

-Cada um dos Bandos designa-se e distingue-se por uma das seguintes cores, (branco, cinzento, preto, castanho e ruivo);

-O patrono da I Secção é São Francisco de Assis;

-A cor representativa desta secção é o Amarelo;

Alcateia 2008-2009

Chefes: Olga Teixeira, Ricardo Fumega.

Bando Branco:
Pedro Henrique - Guia
Gonçalo
Fernando Jorge
Inês - Sub-Guia

Bando Preto:
Mariana Costa - Guia
Fernando
Filipe Agostinho
Zé Miguel
Zézé - Sub-Guia

Bando Ruivo:
Zé Eduardo - Guia
Rui
Nadia
Manuel José
Domingos
Mariana Silva - Sub-Guia

Ajudantes: Rita Gonçalves, Sara Martins, Vitor Lopes, Lucas Fumega.

Blog Dos Lobitos de Creixomil


Ah pois é! Aqui será o blog dos Lobitos de Creixomil...

Com este simples blog queremos dar a conhecer o que é ser Lobito, e relembrar as actividades mais marcantes.

Obrigado pela visita!